Ensino Doméstico - Educação Domiciliar

Aos pais pertence o direito de escolher a educação dos filhos

CARTA À RELATORA DO PROJETO QUE RELULAMENTA O E.D.

 Prezados amigos, peço que enviem o mais breve possível (quanto mais pessoas enviarem, melhor) a carta abaixo, para a Deputada Federal Professora Dorinha Seabra Rezende, relatora do projeto que regulamenta o Ensino domiciliar no Brasil. Para isso basta acessar o site www2.camara.leg.br/, em seguida clicar em Participe, e logo após clicar em Fale com o Deputado - solicitar. Daí é só escolher o Deputado (Professora Dorinha Seabra), preencher seus dados (não há problema nenhum em se identificar), copiar e colar a seguinte carta no campo MENSAGEM e enviar. Boa sorte a nós todos. Vamos participar. Não esqueçam de enviar para seus contatos, QUE SE INTERESSAM PELO E.D.
 
 
 Senhora Deputada, relatora do PL 03179/2012

Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO)



Somos pais de família e desejamos manifestar publicamente nosso apoio e solidariedade ao Projeto de Lei 03179/2012, o qual
acrescenta parágrafo ao art. 23 da Lei nº 9.394, de 1996, de diretrizes e bases da educação nacional, para dispor sobre a possibilidade de oferta domiciliar da educação básica.

 

A educação em família é uma opção educativa reconhecida em praticamente toda a Europa, nos Estados Unidos e em muitos países do mundo. Os estudos realizados ressaltam os benefícios alcançados em todos os processos de aprendizagem empreendidos pelas crianças educadas dentro dos parâmetros do ensino doméstico ou homeschooling ou unschooling.

Neste contexto resulta surpreendente e anacrônico que as famílias brasileiras que optam por este paradigma de aprendizagem sejam acusadas precisamente de  “abandono intelectual” ou de deixar de cumprir os seus deveres para com a educação dos filhos. A normatização destas práticas evitaria que milhares de famílias tenham que viver o processo educacional dos seus filhos sem poder compartilhar abertamente suas ricas experiências com a comunidade em que vivem.

A riqueza das diversas práticas de educação familiar permitem relativizar de maneira sadia algumas das crenças que hoje sustentam a obrigatoriedade do modelo escolar: a existência de retraso com respeito ao nível educativo das crianças da mesma idade; a idéia de que é necessária a estandardização dos processos de aprendizagem típica da escola, o que se traduz em procedimentos de avaliação homogêneos e uniformes dos estudantes; a escolha como critério de homogeneização a idade: todos os da mesma idade devem saber o mesmo, a idéia de que a única maneira de socializar uma criança é matriculá-la compulsoriamente numa instituição, entre outras.

A prática da educação familiar acolhe distintas orientações pedagógicas, algumas delas em sintonia com os últimos descobrimentos no campo das neurociências e que preconizam a existência de diversos modos de aprendizagem segundo os indivíduos, a importância de respeitar os diferentes ritmos de cada estudante, e a necessidade de responder com decisão aos seus interesses.

Tendo em conta isto haveria que contemplar diversos tipos de  avaliação. Por exemplo num modelo pedagógico no qual se facilita a aprendizagem das matemáticas através de material concreto (matemática ativa) não tem sentido algum avaliar os estudantes em função de operações de cálculo descontextualizadas e realizadas com papel e lápis, pois que, facilmente se poderia interpretar como retraso algo que não é.

Pesquisas demonstram os desvios que se introduzem ao se utilizar um modelo de avaliação baseado na segregação por idades, na separação de temas, tempos e espaços rígidos, na importância do mental frente ao experimental e emocional, na repetição e na percepção do erro como algo a evitar.

É preciso aceitar e legitimar em pleno século XXI novos paradigmas de educação e avaliação dos processos de aprendizagem, que partam da percepção do impulso inato nas crianças de explorar o mundo, de sua capacidade de organizar-se por si mesmos,  de experimentação centrada nos interesses, necessidades e capacidades de cada um, da aprendizagem integral, do jogo como fonte de aprendizagem, do erro como ferramenta de aprendizagem e da presença salutar da família e da comunidade próxima nesse processo.

Compartilhamos com o poder público a necessidade de proteção integral e prioritária da infância. Por isso, pedimos com todo respeito às autoridades envolvidas na análise deste projeto, que considerem a educação em família  como o que realmente é: uma das opções educativas possíveis numa sociedade democrática. Ressalta-se que não reivindicamos o fim do modelo estatal de educação, mas o direito de as famílias que assim optarem, estipular a maneira pela qual seus filhos devem buscar o Conhecimento.

Com esses critérios em mente, pensem na possibilidade de aprovar o PL 3179/2012 para que haja regulamentação do ensino doméstico no Brasil.

 

Respeitosamente.

Exibições: 362

Responder esta

Respostas a este tópico

Eu não sou do brasil, mas gostaria de a poder ajudar 

Acabei de mandar a carta

Responder à discussão

RSS

© 2017   Criado por Paula.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço