Ensino Doméstico - Educação Domiciliar

Aos pais pertence o direito de escolher a educação dos filhos

O processo que nós, os pais, atravessamos, ao nos aventurarmos nesta viagem que é o ensino doméstico...

Mas também o processo interior - "quero mas tenho receio, quero mas será que me deixam, quero mas o que irão os outros dizer, etc" - que atravessamos antes da decisão fnal.

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Respostas a este tópico

Olá!

Ensino doméstico passa-me 10mil vezes pela mente!!!!!!! até porque na verdade já faço com o Elias e como qlq outra mãe com o seu filho em casa vejo a grande diferença na forma como o elias se expressa, na aprendizagem etc...

A minha grande questão é o convívio com outras crianças, tenho encontrado dificuldade em gerar momentos e encontros do elias com outros meninos, talvez por viver em Lisboa e aqui as pessoas serem muito dispersas! Como faço actividades para crianças tento levá-lo sempre comigo, mas sinto não ser o sufuciente! Por outro lado há uma interação muito bonita que se dá quando várias crianças estão juntas! Mais rica ainda quando há várias faixas etárias.

Mas o meu coração está muito aberto! Sei aquilo que não quero para mim o meu filho e a minha familia e isso é já um inicio!

Ana
Olá Ana,

Que idade tem o teu filho?
Os meus filhos também estão comigo a tempo inteiro. O Alexandre tem 4 anos e meio e até algum tempo atrás eu também tinha muita preocupação em proporcionar-lhe momentos de interacção com outras crianças mas na realidade esses momentos começaram a surgir naturalmente por volta dos 4 anos quando ele próprio os começou a criar.
Onde quer que hajam crianças (parque, lojas, supermercado) ele próprio procura (ou não) relacionar-se com as outras crianças, tal como acontece connosco adultos, simpatizando mais com umas do que com outras.
bjs


Ana Margarida Patricio ALpande disse:
Olá!

Ensino doméstico passa-me 10mil vezes pela mente!!!!!!! até porque na verdade já faço com o Elias e como qlq outra mãe com o seu filho em casa vejo a grande diferença na forma como o elias se expressa, na aprendizagem etc...

A minha grande questão é o convívio com outras crianças, tenho encontrado dificuldade em gerar momentos e encontros do elias com outros meninos, talvez por viver em Lisboa e aqui as pessoas serem muito dispersas! Como faço actividades para crianças tento levá-lo sempre comigo, mas sinto não ser o sufuciente! Por outro lado há uma interação muito bonita que se dá quando várias crianças estão juntas! Mais rica ainda quando há várias faixas etárias.

Mas o meu coração está muito aberto! Sei aquilo que não quero para mim o meu filho e a minha familia e isso é já um inicio!

Ana
Olá Ana,

A minha pergunta seria, o teu filho sente-se feliz da maneira como as coisas estão? Ou sente necessidade de passar mais tempo na companhia de outras crianças / em grupos?

Digo isto porque muitas vezes eles estão "na maior" e somos nós com as nossas inseguranças e preocupações que achamos que as coisas não estão bem, ou que pelo menos não estão tão bem como poderiam estar...

Há muitos que acham que as crianças precisam espaço para crescer, e dizem que "as crianças são um pouco como as plantas. Quando crescem muito próximas umas das outras, definham e adoecem, nunca alcançando seu pleno desenvolvimento. "
O nosso processo foi muito "fluído", se assim lhe podemos chamar. Tenho duas filhas crescidas (com 23 e 18 anos) e agora um mais pequeno que acabou de fazer os 6 anos. O nosso processo interior "mais trabalhoso" digamos, aconteceu antes do Alexandre nascer. Quando o Alexandre nasceu já tínhamos tomado outras "opções de vida" no sentido de uma vida "mais natural" que, naturalmente nos levaram ao ensino doméstico. Em relação aos outros (familiares ou amigos, por exemplo), também nunca houve grandes questões: devido a todas as outras nossas opções um pouco diferentes das usuais que já tínhamos tomado (tornarmo-nos vegetarianos, por exemplo, querermos um "parto humanizado" _ o Alexandre nasceu na água numa maternidade em Beniarbeig, Espanha_, proporcionar-lhe amamentação prolongada _está agora a começar a largar definitivamente o peito, podemos chamar-lhe prolongada, mesmo..._ e mais outras quantas), já ninguém tenta interferir nas nossas decisões (tipo "aqueles são malucos mesmo, não há nada a fazer"); aos poucos começaram até a interessar-se por alguns assuntos e já nos perguntam como fazer.

O Alexandre está agora oficialmente inscrito em ED, numa escola oficial da nossa área de residência, como estipula a lei portuguesa. Devido a muitos esclarecimentos prestados pelas famílias que fomos conhecendo (no fórum do yahoo do grupo de ensino doméstico onde muitos dos membros deste grupo também estão inscritos :) ), fomos apurando como fazer quando chegasse a altura de o inscrever no 1º ano e foi bastante fácil e pacífico, até agora (obrigada a todos!). Mesmo antes já considerava estarmos a fazer ensino doméstico, como algumas de vós referenciaram, pois o Alexandre nunca frequentou nenhuma creche, jardim infantil ou pré-primária, esteve sempre connosco.

Também passámos uma fase em que pensávamos em como lhe proporcionar mais contacto com outras crianças para além do que acontecia naturalmente em parques, encontros de família (tem vários primos com idades próximas), idas a exposições e teatros infantis, passeios, festas, idas a aulas de natação, etc. Mas depois chegámos à conclusão que nem ele desejava muito mais que isso e que esses momentos nem sempre diários, mas frequentes, eram tão ricos, que prevaleceria decerto a qualidade à quantidade. E mais nos certificámos disso quando, já agora mais perto dos 5 e dos 6 anos, intensificando-se um contacto mais frequente com alguns vizinhos nossos também pequenos, mas um pouco mais velhos que o Alexandre, em virem brincar cá a casa (quando eles podiam, por causa da escola que como quase todos, frequentam), irem a passeios connosco, etc., nos apercebemos que essas crianças ficavam radiantes por irem juntos connosco ao Oceanário, à praia (andar de ferry, nunca tinham andado), andar de comboio (nunca tinham andado), brincar LIVREMENTE entre amigos, ao que, de verdade, com todos os minutos de brincadeira nos recreios das escolas, não estão mesmo habituados. Estes nossos vizinhos são de famílias com uma condição económica como a nossa (ou até mais folgada que a nossa), só que a pressão diária casa-escola-casa-trabalhos de casa, não deixa tempo para mais. E como disse, as brincadeiras no recreio da escola com os colegas de escola são quase sentidas como um escape ou então forçadas e programadas por outros.

Daí que começámos a relaxar em relação a isso e naturalmente vão acontecendo vários e diferentes momentos de convívio entre o Alexandre e outras crianças. Há alturas que passamos mais tempo em casa, mas outras em que esse período é largamente compensado, porque saímos muito, passeamos muito, estamos mais em contacto com amigos, família, novos amigos. Por outro lado ele gosta muito de fazer certas coisas sozinho (construções em Lego, por exemplo) e prefere estar sozinho nessas alturas do que com outras crianças, de modo que também temos que ter em conta a sua própria natureza e ritmo.

Obrigada Paula, por este tópico e a todas as que já responderam até agora!
Beijinhos
Isabel
Sim Isabel!

Eu apesar de estar com o Elias trabalhei este ano numa escola primaria a dar aulas de educação pela arte! E sim concordo que o convivio entre crianças no meio escolar não é de todo saudável devido a uma serie de factores q não vale a pena escrever sobre eles. E devido às novas leis potuguesas as crianças simplesmente não têm tempo para brincar livres! Isso é o que eu não quero para o meu filho!!!! Mas também trabalho com crianças na area da animação e um par de horas juntas para criarem mundos nosvos faz-lhes muito bem e é mágico! Eu retiro muita da minha inspiração só a ver crianças brincar! Mas a Paula têm razão, o mais importante é libertar-me de medos e padrões e escutar o meu filho!

Um abraço

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